geekrZ's Talks

Em um futuro talvez não muito distante a humanidade após destruir praticamente o planeta se viu obrigada a deixar a Terra e buscar outros mundos para a colonização. Com um clichêzão desses e um lançamento “morno” era de se esperar que Section 8: Prejudice sequência do jogo original de 2009 fosse apenas mais um FPS com tema Sci-Fi de meia temporada tentando roubar uma fatia do bola.
Porém ao iniciar o jogo já é possível perceber que o jogo talvez tenha algo mais a oferecer. De início somos colocados em um campo de treinamento para aprender os comandos básicos do jogo que são bem simples. Com pouco falatório e direto ao ponto, após o tutorial de tiro somos encaminhados para mais um treinamento onde aprendemos como entrar num campo de batalha. Característica da série, o salto das dropships direto no coração da batalha com uma armadura capaz de aguentar uma queda de 15000 pés e frear sem pára-quedas ao maior estilo Superman é extremamente empolgante.
Como não podia deixar de ser o campo de treinamento é atacado e somos obrigados a entrar em batalha.
Tecnicamente falando Section 8:Prejudice não possui nada de impressionante com relação aos gráficos. Lembrando muito jogos de alguns anos atrás o jogo é leve mas nem por isso deixa de ser bonito, porém era de se esperar pelo menos um detalhamento maior das texturas do jogo, algo que pros gamers mais exigentes pode chegar a incomodar.
Como eu disse os comandos são bem simples, envolvem no máximo meia dúzia de botões e é essa simplicidade que acaba agradando. Diferente de jogos mais hardcores é extremamente fácil atingir os inimigos, contando inclusive com um sistema de mira automática para inimigos mais rápidos.
Com alguns elementos mais complexos como a customização de armas, compra de veículos, posicionamento de sentrys o jogo que é surpreendentemente longo não se torna repetitivo em momento algum, o que também agrada muito.
É aqui que Section 8:Prejudice realmente brilha, apesar do modo offline agradar bastante com o multiplayer que ele apresenta nem sentiríamos falta de um modo offline. Lembrando a estrutura de Battlefield com um campo de batalha com alguns pontos que devem ser dominados o modo conquest é uma verdadeira guerra entre dois times de 16 players. Utilizando todo o potencial do game com veículos, armas, sentrys e claro os saltos das Dropships aonde é possível acabar com um inimigo até mesmo pousando sobre ele, é possível perder horas se divertindo neste modo.
Já no modo Swarm que pode ser jogado sozinho ou com até mais 3 amigos é necessário proteger sua base de ondas de ataque inimigo de forma cooperativa. Não é tão bacana quanto o modo conquest mas é diversão garantida.
O pulo do gato da TimeGate que além de produzir o jogo também distribui foi lança-lo apenas via distribuição digital, dispensando custos de embalagem e distribuição. Section 8:Prejudice pode não ter o mesmo peso de um Battlefield, um Call Of Duty, ou até mesmo de um Unreal mas com certeza tem seu charme e tem tudo pra cativar um jogador. Despretensioso e ainda assim feito com muito esmero Section 8:Prejudice merece com certeza um lugar no seu acervo de games.